segunda-feira, 9 de maio de 2011

A subir

Com a ajuda de Eduardo Catroga, Pedro Passos Coelho desenhou um programa eleitoral corajoso, coerente e que está ajustado às exigências colocadas pela ajuda externa. Corajoso porque não teve medo de dar aos portugueses a imagem do que é hoje o país e do que é preciso fazer, com dor, para Portugal recuperar o crescimento. Ajustado às exigências da troika porque ali estão consagradas muitas das medidas que se lêem no memorando de entendimento. Finalmente coerente porque as medidas estão integradas.

in Jornal de Negócios - 09-05-2011

Discurso de Sócrates caiu mal em Bruxelas

A declaração pública do primeiro-ministro português em Lisboa na passada terça-feira à noite, para "tranquilizar os portugueses" terá surpreendido a Troika com quem tinham acabado de negociar e provocado alguns calafrios aos responsáveis políticos em Bruxelas, pelo "sinal errado" que se enviava aos parceiros europeus que terão de aprovar o empréstimo daqui a uma semana, explicam fontes comunitárias na capital belga.

in Diário Económico - 09-05-2011

Petições na Net crescem com eleições

Cerca de 6.800 portugueses estão a exigir numa petição pública, na Internet, que o primeiro-ministro, José Sócrates, seja julgado em tribunal por "gestão danosa" de dinheiros públicos. Os peticionários exigem que os tribunais apurem "onde foram gastos os dinheiros públicos e quais as suas motivações" durante os dois governos de Sócrates, "que duplicou a dívida pública de Portugal e nos conduziu à bancarrota", lê-se na petição.

in Diário de Notícias - 09-05-2011

Politólogos avisam: Partidos terão que se entender

Os politólogos ouvidos pelo “Económico” defendem que, no actual momento, PS, PSD e CDS vão ter que dar aos portugueses o sinal de que conseguem entender-se. José Adelino Maltez lembra que o actual momento do país assenta em "circunstâncias excepcionais" e questiona mesmo a constitucionalidade da carta de conforto com que Passos Coelho deu o seu apoio ao pacote de austeridade assinado entre Sócrates e as equipas da Comissão Europeia, BCE e FMI. "Não tenho dúvidas que é manifestamente inconstitucional, nem um tratado internacional é". Mais: o politólogo estranha que o PS não tenha também dado o seu apoio ao documento: "O primeiro-ministro acumulou para este efeito essa função e a de líder do PS?", questionou.

in Diário Económico - 09-05-2011

domingo, 8 de maio de 2011

Afinal o PEC 4 chegava?

O governo diz que sim, mas eles não concordam.
Comissão Europeia: «Foi um ponto de partida que se concentrava apenas nas medidas fiscais. Não era suficientemente abrangente; não era suficientemente profundo em termos de reformas estruturais que estamos agora a propôr».
FMI: «O programa não era abrangente o suficiente e tinha algumas falhas em termos de reformas estruturais que são necessárias e ao nível do sector financeiro. Portanto, temos agora objectivos mais realistas dadas as circunstâncias de mercado».

In Expresso, 7 de Maio de 2011

PSD corta 50% nos assessores e nas entidades ligadas ao Estado

Em 100 páginas de programa eleitoral, que será hoje apresentado ao país por Pedro Passos Coelho, sob o lema "Mudar Portugal", o PSD compromete-se com um corte profundo nas despesas do Estado. Até final da legislatura, caso venha a formar Governo, o líder social-democrata quer reduzir os assessores dos gabinetes em 50% e reduzir também para metade a dimensão do Estado "paralelo", que comporta institutos, fundações e empresas municipais, soube o "DN". Os 18 governos civis são extintos.

in Diário de Notícias - 08-05-2011
in Jornal de Notícias - 08-05-2011
in Público - 08-05-2011
in Correio da Manhã - 08-05-2011

Sócrates sozinho

Manuel Maria Carrilho (PS), ex-ministro da Cultura do Governo de Guterres, disse ontem na TVI que José Sócrates “hoje não tem ninguém” quando noutras eleições tinha muitos economistas à sua volta.

in Correio da Manhã - Algarve – 08-05-2011