sábado, 25 de junho de 2011
Aumenta a confusão entre o executivo camarário...
O vice-presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, César Peixe, eleito como independente nas listas do Bloco de Esquerda, abandonou as funções na autarquia. O autarca entregou a renúncia ao mandato esta sexta-feira, depois de já na quarta-feira se ter despedido de alguns dos colaboradores mais próximos. César Peixe tinha os pelouros de Divisão de Obras Municipais, Serviços Urbanos, Ambiente e Protecção Civil.
César Peixe invocou razões pessoais para a decisão, mas em causa podem estar divergências políticas. Em Fevereiro numa entrevista a O MIRANTE disse que não se tinha arrependido de ter aceitado o convite da presidente da câmara, Ana Cristina Ribeiro (BE), e referia que queria levar o mandato até ao fim.
O autarca demissionário tem 40 anos, foi piloto de motocross. Em 1984 ganhou o primeiro campeonato como iniciado, numa motorizada de 50 centímetros cúbicos (cc) de cilindrada. A última corrida que fez foi em Julho de 2002, na Glória do Ribatejo, a terra que o vira nascer para a modalidade vinte anos antes e onde ainda hoje é uma referência.
Tem o curso de Engenharia Mecânica começado em Coimbra e acabado em Lisboa em 1989. César Peixe é um homem simples, que não gosta de protagonismo, Estava em África, a trabalhar para uma empresa portuguesa como responsável pela oficina mecânica do parque de máquinas, quando recebeu o convite da presidente da Câmara de Salvaterra de Magos para integrar a lista do Bloco de Esquerda às autárquicas de 2009.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Marinhais... surreal!
Sabe-se lá porquê, a presidente da Junta faltou à reunião. Na sua ausência, fez ler um triste relatório de meia-dúzia de banalidades que o executivo realizou desde a última AF.
Mas quem leu o relatório não foi o secretário do executivo, que até estava presente; presente mas, ao que parece, sem vontade e/ou ordem para falar. O secretário (a quem foi assim passado um atestado de menoridade e incapacidade políticas) viu-se atropelado pelo presidente da mesa da AF que leu, a mando da presidente, o tal relatoriozinho. Leu e ficou encavacado sem conseguir responder às perguntas que entretanto foram levantadas.
Mas quem é o quê nesta Junta de Freguesia? Quais as atribuições, deveres e obrigações dos membros do executivo? E que legitimidade tem o presidente da AF para representar e falar pelo executivo quando, afinal, um dos membros até está presente? Que mistura despropositada de papeis é esta? O secretário não sabe dos assuntos? Está a fazer o quê no executivo? O presidente da Mesa da AF não sabe que não foi eleito para aquele papel?
O mais grave, contudo, prende-se com a paralisia, a fala de resposta, a incapacidade de decisão que este executivo de maioria PS está a demonstrar. Com duas máquinas paradas - vitais à vida da Freguesia - o executivo anda há meses sem saber o que fazer. É confrangedor ver a incapacidade de decisão relativamente a este problema (a política, srª Presidente, exige capacacidade de decisão...).
A solução óbvia para o problema dessas máquinas veio, vejam bem, de um dos munícipes presentes, o sr. Joaquim Cardoso, que apontou o caminho a seguir aquando da sua intervenção!!!
O que nós esperamos – e precisamos – é que esta Freguesia venha a ser dirigida por quem identifica os problemas, estuda as possibilidades e decide da melhor forma para a Freguesia.
Enquanto esse dia não chega.... vamos aguentando este amadorismo confrangedor.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O PSD foi a força política que mais cresceu em Salvaterra
Quero, como presidente da comissão política do PSD/Salvaterra e em nome do Partido, felicitar todos aqueles que se revêm nesta vitória eleitoral e a vivem como sua. Estamos de parabéns.
Os resultados apontam para um crescimento do PSD a nível nacional na ordem dos 33%. No concelho de Salvaterra, contudo, esse crescimento foi quase em dobro: aqui, o eleitorado do PSD cresceu 62% face aos resultados obtidos em 2009.
O resultado de hoje, com o PSD a chegar aos 26,46% (contra os 16,38% em 2005), regista o melhor resultado de sempre do PSD em eleições legislativas no concelho. De resto, o PSD foi a força política que mais cresceu em Salvaterra (um crescimento de 62%) registando-se ainda um queda acentuada quer do PS quer do BE. Passamos de terceira para segunda força política mais votada no concelho, a uns escassos 503 votos do PS.
Tenho dito, vezes sem conta, que «vamos em frente... vamos à frente», e que «o PSD é mais que oposição: é alternativa». Escreva: seremos a maior força política do concelho. O facto é que estamos a assistir a uma mudança acentuada na sociologia política do concelho, e cabe-nos optimizar o momento, aproveitando este vento de mudança a favor do PSD e de Salvaterra.
Esta vitória reflecte o ambiente de crescimento do PSD a nível nacional e distrital, mas é também o resultado de uma acção profícua, planeada e persistente que, de há um ano a esta parte, vimos a desenvolver na comissão política a que tenho a honra de presidir.
Não vamos desitir - estamos cada vez mais perto. E conto consigo.
Um abraço amigo do
Luís Melancia
quarta-feira, 25 de maio de 2011
AUMENTA A DÍVIDA EM SALVATERRA (e diminui em Almeirim e Benavente)!
No post anterior demos conta da evolução negativa que se verifica na Câmara Municipal de Salvaterra de Magos no que ao prazo médio de pagamentos a fornecedores diz respeito. Vimos que o executivo se porta bem - isto é, paga a horas - no período eleitoral. Mas depois, à medida que os meses e anos vão passando, o executivo vai fazendo vista grossa e paga cada vez mais tarde, num sinal claro de falta de respeito pelas empresas e empresários com quem estabelece relações comerciais.
Agora interessa ver outro dado: o da evolução das dívidas a fornecedores entre 2008 e 2009. De acordo com a DGAL (Direcção Geral das Autarquias Locais), o município de Salvaterra continua a portar-se mal quando comparado com os dois municípios vizinhos com os quais tem de competir, Almeirim e Benavente.
Vejamos:
ALMEIRIM:
2008 - Dívida do município de Almeirim aos seus fornecedores: 1.027.388,87€
2009 - Dívida do município de Almeirim aos seus fornecedores: 729.954,36€A
A DÍVIDA A FORNECEDORES BAIXOU 297.434,51€
BENAVENTE:
2008 - Dívida do município de Benavente aos seus fornecedores: 920.716,51€
2009 - Dívida do município de Benavente aos seus fornecedores: 688.319,96€
A DÍVIDA A FORNECEDORES BAIXOU 232.397,15€
SALVATERRA DE MAGOS:
2008 - Dívida do município de Salvaterra aos seus fornecedores: 1.292.598,55€
2009 - Dívida do município de Salvaterra aos seus fornecedores: 1.955.258,87€
A DÍVIDA A FORNECEDORES SUBIU 692.660,32€
Daqui concluimos que:
1. Em 2008, o município de Salvaterra era, dos três, o que mais devia aos seus fornecedores.
2. Em 2009, o município de Salvaterra continuava a ser, dos três, o que mais devia aos seus fornecedores.
3. De 2008 para 2009, o município de Salvaterra foi o único que agravou a dívida aos seus fornecedores. Os outros baixaram!
4. Com este comportamento, o executivo em Salvaterra continua a afastar empresas e empresários (com o prejuizo que isso acarreta na criação de emprego no concelho), os quais encontram muito mais apoio e resposta em Almeirim ou Benavente. Pobres fornecedores: a Câmara paga-lhes cada vez mais tarde e deve-lhes cada vez mais!
5. O agravamento desta dívida indicia graves erros de gestão por parte de um executivo que faz o que a esquerda sabe fazer: tratar mal os empresários e ser incapaz de travar a despesa.
Ora, Salvaterra precisa de uma mudança; precisa de uma equipe de cara lavada, sem «culpas neste cartório» e que dê a cara por um novo modelo de gestão económica, política e social. O PSD é a mudança que Salvaterra nunca teve! Mas está a chegar a hora...
Contamos consigo; conte connosco!
Um abraço de esperança do
Luís Melancia
(Comece já dia 5 de Junho... e vote PSD).
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Eleitoralismo na gestão corrente da Câmara Municipal
Os dados utilizados para os cálculos são reportados pelos próprios municípios.
Da análise da última listagem publicada, retiram-se as seguintes conclusões:
Desde a data das últimas eleições autárquicas (Outubro de 2009) que a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos vem, consecutivamente, a agravar o prazo médio de pagamento a fornecedores.
De facto, se em ano de eleições autárquicas a Câmara Municipal pagava num prazo razoável a fornecedores (38 dias), actualmente, depois de reeleito, o executivo da Câmara Municipal parece ter-se esquecido de “pagar a tempo e horas”.
No final do ano de 2010 a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos já demorava, em média, 130 dias a pagar as suas dívidas, ou seja, quase 5 meses.
Há que notar ainda que nos dois municípios vizinhos, Almeirim e Benavente, a realidade é completamente diferente: de acordo com a mesma fonte, o prazo médio de pagamento em Almeirim é de 34 dias e em Bevanente é de 33 dias! E o resultado está à vista: a actividade empresarial em Almeirim e Benavente envergonha Salvaterra de Magos. Comparado com os concelhos vizinhos, Salvaterra é, infelizmente, um buraco insalubre onde é cada vez mais difícil viver.
Esta situação é inaceitável e ilustrativa de uma gestão mais preocupada com o calendário eleitoral do que com o orçamento das famílias e das empresas.
É URGENTE A MUDANÇA!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Opinião de Paula Teixeira da Cruz
in Correio da Manhã - 12-05-2011
Popularidade
in Diário Económico – 12-05-2011